Ressecamento, ardência, dor na relação, vontade súbita de ir ao banheiro, infecções que se repetem. Esses sintomas íntimos são comuns na menopausa e na pós-menopausa — e têm tratamento. O laser vaginal é uma das opções, e entender quando ele é indicado (e quando não é) faz parte de um cuidado sério.
O que acontece com a região íntima na menopausa
Com a queda do estrogênio, a mucosa vaginal fica mais fina, seca e sensível — o que os médicos chamam de atrofia. Na prática, você pode sentir ressecamento, ardência, desconforto ou dor na relação, maior frequência de infecções urinárias e alterações no dia a dia que muitas mulheres suportam calada por achar que “é da idade”. Não precisa ser.
Onde o laser entra
O laser vaginal age estimulando a mucosa da região, e pode ser indicado como parte do tratamento de:
- sintomas da atrofia vaginal (ressecamento, ardência, dor na relação);
- perda de urina aos esforços (tossir, espirrar, rir), em casos selecionados;
- algumas condições específicas, como líquen escleroso e quadros de candidíase ou vaginose de repetição, como tratamento principal ou complementar.
O laser não substitui necessariamente outros tratamentos. Em muitos casos, o estrogênio aplicado localmente segue sendo a base do tratamento da atrofia — o laser pode ser alternativa para quem tem contraindicação a hormônio (como parte das mulheres em tratamento de câncer de mama), para quem não se adaptou, ou complemento quando o resultado do tratamento isolado foi insuficiente. Essa definição é individual e sai da avaliação em consulta.
Como é o procedimento
As sessões são realizadas no consultório, sem necessidade de internação ou afastamento das atividades. O número de sessões varia conforme a indicação e a resposta de cada mulher — isso é conversado com você no planejamento do tratamento, junto com os cuidados antes e depois de cada sessão, os efeitos esperados e as limitações do método.
O que esperar da consulta de avaliação
- conversa sobre seus sintomas, histórico e tratamentos já tentados;
- exame ginecológico com avaliação da mucosa;
- discussão das opções de tratamento para o seu caso — hormonais, não hormonais e laser — com prós, contras e custos de cada caminho;
- plano de tratamento definido em conjunto.
A consulta é particular e dura cerca de uma hora. Como mastologista e ginecologista, também acompanho mulheres com histórico de câncer de mama que precisam de alternativas não hormonais para os sintomas da menopausa.
Perguntas frequentes
O laser dói?
A maioria das mulheres relata desconforto leve ou apenas sensação de calor durante a sessão. A tolerância é avaliada e conversada durante todo o procedimento.
Quantas sessões são necessárias?
Varia conforme a indicação e a resposta individual. O plano — número de sessões, intervalo e manutenção — é definido na avaliação e reavaliado ao longo do tratamento.
Quem teve câncer de mama pode fazer?
O laser é uma das opções estudadas para mulheres que não podem usar estrogênio, situação comum após o câncer de mama. A indicação depende da avaliação do seu caso, considerando o tratamento oncológico em curso e a orientação da sua equipe.
O laser substitui a reposição hormonal?
São tratamentos diferentes, para situações diferentes. O laser age localmente na mucosa; a reposição hormonal trata o conjunto de sintomas da menopausa. Podem ser usados isoladamente ou em conjunto, conforme o caso.
Onde fica e como agendar
Medplex Ibirapuera — Av. Rubem Berta, 850, conj. 402 — Moema, São Paulo/SP, região do Parque Ibirapuera. Agendamento pelo WhatsApp: (11) 91010-8406.
Dra. Stephanye Mariano · Médica · CRMSP 176120 · RQE 91418 (Ginecologia) · RQE 91419 (Mastologia)